terça-feira, 20 de setembro de 2016

Mãe

Querida mãe, hoje embriaguei-me de amor quando vi a vizinha do terceiro esquerdo a subir as escadas de acesso ao prédio, à minha frente, com suas varizes a revelar-se por baixo da saia azul. Não pretendia dizer-te as coisas deste modo, mas acho que estou a ficar apaixonado. Eu sei que ela é minha avó, e que também é tua mãe, mas o amor não escolhe idades nem varizes, nem escolhe vizinhas, mãe. Eu sei, eu sei, eu sei que já é altura de romper estas barreiras sociais, mãe, e aceitar de uma vez por todas este nosso elemento no seio da nossa família, mas tu não queres mãe, não aceitas o facto do teu avô ter copulado com uma preta, e ter enfeitiçado a nossa família branca com meninos e meninas mulatas. Mas temos de a aceitar, ou como avó, ou como amante, ou como cliente habitual da nossa sex shop para senhores e senhoras reumáticos da terceira idade. Não fiques ressentida, mãe, tu sabes que as senhoras mais velhas sempre me influenciaram a obter erecções, no fundo de ti sabes que é essa a razão que me fascina por te olhar no banho, quando finges que o sabão caiu e te inclinas dessa maneira, sabendo que eu espreito pela fechadura. Querido filho, é com orgulho que adquiro a informação de que sou fruto das tuas ejaculações. sempre te admirei e agradeço o facto de não teres medo de partilhar estas informações comigo, mesmo que o tenhas feito de forma indirecta, deixando um envelope fechado em cima da minha cama onde eu e teu pai outrora te concebemos, suicidando-te de seguida no cimo do cume. de certo modo não compreendo esta obsessão em te escrever uma carta de resposta, estando tu morto numa vala comum porque te portaste mal a semana passada e não comeste os cereais todos. devias ter aprendido que há meninos em África que não têm de comer e, por respeito, poderias bem ter morfado aquela terceira taça de chocapic que te iria proporcionar o triplo da energia necessária para conseguires ultrapassar os sucessos escolares dos teus colegas de turma. malvado! em pranto, a senhora sua mãe, sempre apontada como sendo original, suicidou-se vendo uma maratona de novelas da TVI e, ao fim de duas semanas de intensa programação, sofreu uma hemorragia cerebral. seu marido só regressou a casa um mês após o acontecimento, porque seguia uma vida paralela e discreta com a vizinha do terceiro esquerdo. refez a sua vida, normalmente, apreciando as varizes da velha e ficou tudo em família.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Estranho Amor




A culpa não é do amor.
A vida é feita para ser vivida não suportada,
O pior disso tudo é que hoje se cobra muito por uma felicidade
ou por um simples prazer.

Fui vítima do próprio desejo sexual, que não consegui controlar.
Descobri que atracão era mútua e quando dei por mim estava envolvida.
Numa das visitas, do meu filho ele pediu-me para voltar para casa pois estava zangado com a namorada e que tinham acabado com tudo.
Eu como mãe já mais iria deixar um filho dormir na rua.
Falei com ele e disse que sim podia vir para casa pois ainda tinha o quarto dele de solteiro, mas tinha que pensar em descansar mais não podia andar a trabalhar tanto, até que ele estava mal alimentado trabalhava dia e noite, e que não podia ser assim.
Um dia desses ele adoeceu e ficou de cama sem se poder levantar, ele então começou a dormir na minha cama para que eu não tivesse que me levantar a noite toda.
Mas acontece que comecei a sentir-me atraída sexualmente por ele, o que me deixou “chocada e horrorizada”, eu não falei com mais ninguém sobre o assunto e tinha que tirar esta ideia da cabeça.
Uma das noites ele começou a gemer eu acendi a luz chamei-o para que ele acordasse e ele acordou olhou para mim e eu dei-lhe uma festa na cara ele sorrio e disse-me que estava a ter um sonho, e foi naquele momento que aumentou o desejo de ambos e  as minhas  mãos adentraram nas  cuecas dele ao encontro do pau e comecei a  fazer uma punheta lentamente.
“ beijamo-nos “ e “ fizemos sexo oral”.
Depois do disso fiquei em choque aquilo não podia ter acontecido, ele levanta-se da cama e foi para o quarto dele, eu fique com sentimento de culpa.
No dia seguinte tive uma conversa com ele para ele fala-se com a namorada para que as coisas entre ele dessem certo, mas não foi em vez disso aumentou o desejo e a intensidade.
Na noite seguinte voltou ir ao meu quarto e voltamos a estar envolvidos na cama
Li um livro sobre síndroma de atracão sexual genética, reconhecida na psicologia desde os anos 80 depois de uma terapeuta de um grupo de crianças adotadas ter constado atracão amorosa e sexual entre os progenitores e filhos.